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Líder do PL na Câmara apresenta PEC de anistia ampla, geral e irrestrita 48 horas depois da suspensão da Dosimetria. O deputado Sóstenes Cavalcante protocolou ontem proposta para incluir na Constituição perdão integral a todos os condenados pelo 8 de janeiro, contemplando os cinco tipos penais que recaem sobre Bolsonaro e seus aliados. A manobra escancara o que sempre foi o objetivo. A dosimetria nunca foi sobre proporcionalidade de pena, foi sobre passar a anistia em fatia menor para acostumar o estômago do país. Com a suspensão pelo STF, o PL larga a fantasia da redução técnica e vai direto ao perdão total. Criticar a canetada monocrática de Moraes, como o canal fez ontem, não vira passe livre para a oposição transformar derrota processual em palanque para absolver golpistas. (O Tempo)

Lula lança Programa Brasil Contra o Crime Organizado com R$ 11 bilhões prometidos, mas apenas R$ 1 bilhão sai do Orçamento da União. A cerimônia está marcada para hoje no Palácio do Planalto e o plano se organiza em quatro eixos, com destaque para a asfixia financeira de facções e o reforço da segurança no sistema prisional. O conceito é correto, atacar PCC e Comando Vermelho onde dói é no dinheiro. O problema é que R$ 10 bilhões dos R$ 11 bilhões anunciados são empréstimos do BNDES aos estados, dependentes de adesão formal e disponíveis ao longo dos próximos anos. O governo descobriu segurança pública em ano eleitoral, três anos depois das pesquisas começarem a apontar isso como prioridade absoluta do eleitor. (Planalto)

Datafolha confirma o tamanho do buraco: 68,7 milhões de brasileiros convivem com facções ou milícias no próprio bairro. Pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada ontem mostra que 41,2% da população com 16 anos ou mais reconhece a presença de grupos criminosos onde mora, percentual que sobe para 55,9% nas capitais e atinge 34,1% até no interior. Entre quem vê facção no bairro, 81% têm medo de cair em confronto armado, 65% mudam horário de circulação e 64% temem represálias se denunciarem. Isso é o que sobra de 20 anos de PT, Centrão e bolsonarismo se revezando no comando da segurança pública nacional. Governança criminal instalada, soberania estatal furada, e o jogo segue como se a culpa fosse sempre do adversário da semana. (Poder360)

Kakay deixa a defesa de Ciro Nogueira no caso Master quatro dias após operação da PF na casa do senador. O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay comunicou ontem o fim do contrato e o senador definiu como novo advogado o criminalista Conrado Gontijo, que é afilhado do próprio Kakay e integra o grupo Prerrogativas. A versão oficial fala em consenso e dever de sigilo. A leitura política é outra. Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero, investigado por suposto recebimento de mesadas de R$ 300 mil a R$ 500 mil do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e aliados do senador já admitem em off que ele estuda disputar a Câmara em 2026 em vez do Senado para manter foro privilegiado e processo no STF. Centrão clássico, troca de defesa e troca de casa parlamentar para fugir da Justiça comum. (Correio Braziliense)

Futura Inteligência aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno e mostra Haddad perdendo para o filho do ex-presidente. Pesquisa divulgada ontem pelo instituto da Apex Partners coloca os dois polos com diferença dentro da margem de 2,2 pontos percentuais nos cenários simulados, com Lula vencendo Caiado e Zema e empatando tecnicamente com Ciro Gomes. Haddad fica para trás de Flávio e empata com Zema. O número confirma o desenho que se desenha há meses. A polarização não está se desfazendo, está se transferindo. Sai Bolsonaro pai, entra o filho. Sai Lula, entra Haddad como derrota mais funda. O eleitor que recusa essa moeda de duas faces continua sem onde se ancorar com peso. (Gazeta do Povo)

Ciro Gomes recusa convite do PSDB para concorrer à Presidência e fica com a disputa pelo governo do Ceará. Quarta tentativa frustrada ao Planalto, pior desempenho da carreira em 2022 (3% dos votos válidos pelo PDT), e agora a saída pela porta dos fundos do projeto nacional. O ex-governador anunciou ontem em painel da FAAP que vai oficializar a candidatura estadual no próximo sábado. Ciro queria, segundo ele mesmo, ser "opção para essa polarização" e pendeu para o Ceará. Pendeu para onde a pesquisa diz que ele empata com o governador petista Elmano de Freitas. É um padrão de duas décadas. Ciro entra na conversa nacional, agita, ofende meio mundo, e na hora da urna recua para o quintal de casa. Mais uma terceira via real fritada antes mesmo do registro. (Metrópoles)

Análise PTL: a cota de tela está exibindo Zuzubalândia 17 mil vezes para 1.882 pessoas, e o problema não é da Cinemark. Em artigo publicado ontem no site, o canal analisa a reportagem da Folha que pegou a rede exibindo a animação infantil 114 vezes num único dia em São Paulo, quase metade às 11h da manhã, para plateias inexistentes. A cota de tela atingiu o atestado de óbito quando a média virou 0,1 espectador por sessão. Em 2025, o cinema nacional teve R$ 1,41 bilhão de orçamento público e mais da metade dos filmes não vendeu mil ingressos. Cidade de Deus, Tropa de Elite e Auto da Compadecida 2 não precisaram de cota. A pergunta certa não é como obrigar a Cinemark a exibir melhor o que o público não quer ver, é por que o atalho existe. (Paciência Tem Limite)

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