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Em 24 horas, o Planalto leva no plenário a primeira derrota desse tamanho em 132 anos, o Congresso prepara nova surra na sessão da dosimetria e a Polícia Civil ataca o braço financeiro do Comando Vermelho

Por 42 a 34, o Senado rejeita Jorge Messias para o STF e impõe a Lula a primeira derrota desse tipo em 132 anos. Em votação secreta na noite desta quarta, o plenário derrubou a indicação do advogado-geral da União com sete votos a menos do que os 41 necessários. A última rejeição assim aconteceu em 1894, no governo de Floriano Peixoto. O resultado é histórico, mas o significado é mais cru do que a manchete deixa parecer. Não foi vitória do bolsonarismo, e quem comemora a derrubada como se fosse libertação institucional precisa olhar de novo. Lula tratou o Senado como balcão, ignorou Davi Alcolumbre, demorou cinco meses para enviar a mensagem oficial de uma indicação anunciada em novembro e achou que cargo em agência reguladora compra voto secreto. Pagou a conta inteira numa noite. Quem acha que o sistema melhorou porque foi o Lula que perdeu desta vez vai ter dificuldade de explicar o entusiasmo quando outro presidente fizer exatamente igual. (Paciência Tem Limite!)

Congresso senta nesta quinta para apreciar veto à dosimetria do 8 de Janeiro com governo já admitindo derrota antes de a sessão começar. A primeira sessão conjunta de Câmara e Senado em 2026 tem pauta única: decidir se mantém ou derruba o veto integral aplicado por Lula em janeiro ao PL 2.162/2023, que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e pode beneficiar Bolsonaro. A oposição articula 300 votos na Câmara, e o Planalto, depois da surra com Messias, chega ao plenário sem moral para fazer pressão. O ponto que ninguém quer dizer em voz alta é que dosimetria de pena é discussão técnica que merece critério objetivo, não votação a toque de caixa em ano eleitoral para acomodar uma figura específica. Nem o veto integral do governo nem o atropelamento do projeto pela oposição estão colocando a régua certa. Quem tem urgência de discutir proporcionalidade penal já deveria ter feito isso há dois anos. Quem só descobriu o assunto agora está apenas usando o Congresso como cabide para uma campanha. (Senado Federal)

Polícia Civil deflagra fase contra braço financeiro do Comando Vermelho e procura o rapper Oruam, a mãe e o irmão. A Operação Contenção foi a campo nesta quarta no Rio cumprir doze ordens judiciais contra a engrenagem que fragmentava em contas de terceiros os recursos do tráfico ligado à facção. Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, filho do líder histórico Marcinho VP, é foragido desde fevereiro depois de violar a tornozeleira eletrônica, e agora soma o nome ao da própria mãe, Márcia Nepomuceno, e do irmão, Lucas. Foi preso o suspeito de operar o caixa da facção. A Polícia Civil informa que a ação resulta de quase um ano de mapeamento financeiro e que, desde o início da Contenção, há mais de 300 presos e 470 armas apreendidas, entre elas 190 fuzis. O canal mantém a posição. Atacar a estrutura financeira é o que de fato quebra a facção, e isso vale para o CV no Rio do mesmo jeito que vale para o PCC em São Paulo. Enquanto Brasília gasta tempo discutindo se facção é "terrorista" no rótulo, a polícia faz o que importa, que é cortar o dinheiro do bandido. (Agência Brasil)

Das 7 bagagens das imagens, 5 não passaram pelo raio-x. Foto por reprodução/TV Globo.

Moraes envia à PGR caso de contrabando em voo do Caribe que trouxe o presidente da Câmara, Ciro Nogueira e cinco malas sem inspeção. A Polícia Federal apura a entrada irregular de cinco volumes no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), em 20 de abril de 2025. O avião é do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandinho OIG, dono de plataformas de bets como o "jogo do tigrinho" e investigado na CPI das Bets. A aeronave voltava da ilha caribenha de São Martinho, listada pela Receita como tributação favorecida, e tinha a bordo, além de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Ciro Nogueira (PP-PI), os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Alexandre de Moraes, sorteado relator, deu cinco dias para a PGR se manifestar. O canal quer registrar uma coisa só. O presidente da Câmara dos Deputados está fazendo carona no jato de um magnata de bets, voltando de paraíso fiscal, em voo cujas malas entraram no país sem raio-X. Não importa qual a explicação que vier depois. A imagem de quem deveria zelar pelo decoro do Legislativo já foi feita, e ninguém faz contrabando carregando malas leves. (Poder360)

TSE conclui nesta quinta a cassação do governador de Roraima e fixa inelegibilidade de oito anos a Antonio Denarium. A maioria já estava formada na terça. A homologação ocorre às 10h, e a Corte deve confirmar a cassação de Edilson Damião (União) com determinação de novas eleições no estado. A decisão tomou como base o uso de programas sociais criados às vésperas das eleições de 2022, distribuição massiva de cestas básicas, cartões de R$ 200 mensais e R$ 70 milhões empurrados a municípios cujos prefeitos declararam apoio. Soldado Sampaio (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa, assume interinamente. Não dá para confundir esta decisão com perseguição política. Comprar voto com cesta básica é fraude eleitoral pura, e quem ganhou eleição assim merece perder mandato, valendo para qualquer estado, qualquer partido, qualquer governador. O ponto incômodo é por que o caso demorou quase quatro anos para ser concluído, com o cassado já tendo cumprido praticamente o mandato inteiro. Justiça eleitoral que entrega resposta na boca da próxima eleição não está exatamente fazendo o trabalho. (Tribunal Superior Eleitoral)

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