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Operação no Vidigal com 200 turistas ilhados, Niemeyer bloqueada por ônibus e o chefão do CV escapando pela janela. Em plena manhã de segunda, a Polícia Civil do Rio e da Bahia deflagrou a operação Duas Rosas II no Vidigal para prender Edinaldo Pereira Souza, o Dadá, apontado como líder do Primeiro Comando de Eunápolis, braço baiano do Comando Vermelho. Dadá fugiu. Criminosos atravessaram um ônibus na Avenida Niemeyer, ergueram barricadas de lixo incendiado e fecharam uma das principais vias da zona sul. Cerca de 200 turistas que subiram ao Morro Dois Irmãos para ver o nascer do sol ficaram sem poder descer sob tiros cruzados. Foi presa Núbia Santos Oliveira, apontada como operadora financeira da facção, mas o alvo principal escapou porque alguém avisou. Este é o Rio que Cláudio Castro entrega no fim de mandato, o mesmo Rio que o PL já briga para manter. Quem tem interesse em acabar com o recado nas zonas dominadas por facção é apenas quem mora nela e paga a conta. (O Tempo)

Gilmar Mendes pede a Moraes que inclua Zema no inquérito das fake news por vídeo com fantoches sobre o caso Master. O decano do STF enviou notícia-crime contra o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo depois que Zema publicou uma paródia em que fantoches de Gilmar e Dias Toffoli discutem o resort Tayayá, negócio que liga Toffoli a um fundo do banqueiro Daniel Vorcaro. Gilmar alega "sofisticada edição profissional" e "avançados mecanismos de deep fake". A lógica ficou clara. Um ministro do Supremo, chamado por nome em relatório da CPI por pagamentos de 80 milhões ao escritório da esposa, pede que um político que o criticou por vídeo seja investigado por inquérito sigiloso e sem prazo. O inquérito das fake news, criado em 2019 como medida de exceção, continua servindo de soco americano institucional do tribunal. E Zema, que passou sete anos governando Minas para nada, agora vira mártir sem ter entregado nada que valesse a persecução. (Metrópoles)

PT lança no Congresso Nacional do partido proposta de reforma do Judiciário e código de ética para o Supremo. O programa partidário coordenado pelo ex-ministro José Dirceu, que abre o 8º Congresso do partido na sexta, defende expressamente que o Brasil aprove códigos de conduta para tribunais superiores, mecanismos internos de controle e transparência. A motivação está no próprio texto. Toffoli e Moraes aparecem no radar do caso Master, 55% dos brasileiros dizem conhecer as suspeitas e 70% querem que o Supremo mude, segundo Datafolha. A hipocrisia deste reposicionamento é histórica. O mesmo PT que blindou o STF contra toda crítica nos últimos dez anos, que chamou de golpismo qualquer tentativa de controle externo da corte, agora descobre pudor institucional porque seus juízes de estimação estão vulneráveis. Reforma do Judiciário é pauta legítima, que a direita populista também já fingiu defender sem entregar nada. Se vai ser pauta sempre que convém a quem está por baixo, então não é reforma, é chantagem. (Gazeta do Povo)

Mensagens entre Vorcaro e ex-sócio detalham como carteiras de R$ 7,2 bilhões eram empurradas para o BRB. O UOL revelou ontem os diálogos entre Daniel Vorcaro e Augusto Lima, ex-sócios do Banco Master, que mostram a engenharia usada para estruturar cédulas de crédito e ofertá-las ao banco público do Distrito Federal. As conversas começam no fim de 2024, um ano antes da negociação se tornar pública. Em maio de 2025, Vorcaro escreveu ao sócio que "se não mandarmos essas CCBs até meio-dia, não vamos ter opções mais". Augusto Lima é casado com Flávia Peres, ex-ministra e ex-deputada do PL durante o governo Bolsonaro. O esquema do Master tem nome, sobrenome, CPF e filiação partidária dos dois lados do balcão. O que Vorcaro deve começar a detalhar na delação, homologada no STF pelo ministro André Mendonça, é o destino final do dinheiro que saiu do contribuinte brasiliense. Lembrando que o ex-presidente do BRB, indicado pelo ex-governador Ibaneis Rocha, está preso desde a semana passada justamente por esse trajeto. (O Hoje, com base em reportagem do UOL)

Em Hanôver, Lula e Merz celebram a entrada em vigor do acordo Mercosul-UE para 1º de maio e assinam dez acordos bilaterais. Em sua segunda agenda bilateral em 48 horas, o presidente brasileiro abriu o estande do Brasil na Hannover Messe, discursou sobre biocombustíveis a empresários, condenou com o chanceler alemão Friedrich Merz a guerra no Oriente Médio e rejeitou qualquer intervenção dos EUA em Cuba. Os dois assinaram acordos em defesa, inteligência artificial, economia circular e bioeconomia. A fotogenia internacional tem utilidade política. Para quem acompanha a corrida de 2026, vale separar o sinal do ruído. A Alemanha, quarto maior parceiro comercial do Brasil, é um avanço real. Mas o Mercosul-UE entra em vigor após 25 anos de negociação, atravessando três governos, dois de direita e dois de esquerda, e virou pauta do PT só quando começou a render palanque. Enquanto Lula acumula acordos abstratos em Hanôver, a semana em casa tem dosimetria a um clique, Vidigal em chamas e inquérito sigiloso para criminalizar paródia. O contraste não é acidente, é estratégia. (Jornal de Brasília)

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