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Em 24 horas o Supremo expandiu o próprio escudo, recebeu intimação dos Estados Unidos sobre Moraes, Valdemar admitiu na TV que apoiaria Flávio mesmo sabendo de Vorcaro, o governo Lula pagou página inteira em O Globo pelo fim da 6x1 e a federação tucana decide hoje a pré-candidatura de Aécio.

Comissão Especial vota nesta terça o parecer da PEC do fim da escala 6x1, um dia depois de o governo Lula comprar página inteira em O Globo para fazer campanha pela redução da jornada antes da votação. O relator Leo Prates apresentou o texto da PEC 221/19 na tarde de segunda à comissão, com previsão de levar ao plenário da Câmara já nesta semana. Antes de o relatório ser lido, Lula recebeu Hugo Motta e o ministro Luiz Marinho no Planalto para fechar os últimos pontos, e o Planalto comprou anúncio de página inteira em um dos jornais de maior circulação do país para defender a pauta. A régua editorial desta newsletter, aplicada também na cobertura da emenda Sérgio Turra na #0024, segue a mesma. Reduzir jornada de seis dias para um é pauta legítima e atrasada. O incômodo é a coreografia. Quando o governo gasta dinheiro do contribuinte em anúncio de jornal a cinco meses da urna para comprar palanque com pauta trabalhista, fica difícil separar política pública de propaganda eleitoral. Hugo Motta, que mira a reeleição da Casa em 2027, entrega o mês do trabalhador. Lula entrega a foto. O eleitor de 18 a 35 anos paga o anúncio. (Revista Fórum)

STF amplia em definitivo o foro privilegiado, alcança cargos vitalícios, processos em andamento e fixa que cargo de maior hierarquia prevalece em casos de exercício sucessivo de função pública. O julgamento dos embargos da PGR foi concluído na sexta, 22 de maio, em plenário virtual, por 6 votos a 4, e os esclarecimentos oficiais saíram nesta segunda. A nova orientação vale de imediato mesmo para ações já avançadas, alcança magistrados, membros do Ministério Público, Tribunais de Contas, Forças Armadas e diplomatas, e em casos de cargos sucessivos prevalece o foro mais alto. A régua institucional do canal aqui é direta. O entendimento que a Corte agora amplia foi delimitado em 2018 pela decisão da AP 937, que reduziu o foro justamente como resposta à crise de credibilidade da Lava Jato e aos abusos da prerrogativa. Em três anos, o mesmo Supremo desfaz o que apertou em 2018 e ainda estende o escudo para quem nem mandato eletivo tem. O eleitor de 18 a 35 anos precisa entender o que está em jogo. Cargo vitalício alcançado por foro especial significa, na prática, que crime cometido por ministro do TCU, juiz, promotor ou militar sobe direto para o STF e raramente desce. Quanto mais alto o tribunal, mais lenta a apuração e mais distante o cidadão comum. (Migalhas)

STF articula com Itamaraty e AGU a resposta brasileira depois que a Justiça da Flórida autorizou a intimação pessoal de Moraes por e-mail em ação movida pela Rumble e pelo Trump Media. A plataforma de vídeo acusa o ministro de determinar o bloqueio de perfis de brasileiros residentes nos Estados Unidos, alvos por suposta conduta antidemocrática contra a Corte. A notificação foi enviada nesta segunda, e o tribunal pretende acionar a diplomacia brasileira, a área de cooperação internacional do Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União. A régua editorial do canal exige posição firme nos dois lados. Justiça estrangeira intimando ministro de tribunal soberano de outro país por decisão tomada dentro do exercício da função é, sim, ataque à soberania nacional e precisa ser contestado pela via diplomática. Mas a leitura honesta também tem que registrar o outro fato. Os bloqueios monocráticos de perfis em redes sociais, que esta newsletter já criticou várias vezes desde a edição de estreia, abriram a brecha que agora a Rumble usa nos tribunais americanos. Decisão por canetada sem critério público transparente alimenta ataque externo. E a corte que centraliza tudo no relator paga o preço quando o tabuleiro vira. (Agência Brasil)

Presidente do PL diz na GloboNews que o partido toparia apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro mesmo se já soubesse da relação com Daniel Vorcaro, e contradiz a versão do próprio senador sobre a visita ao banqueiro preso. Valdemar Costa Neto deu entrevista nesta segunda-feira ao canal de notícias da Globo e firmou duas declarações que valem registro. A primeira é a admissão pública de que apoiaria Flávio mesmo conhecendo a relação com o ex-banqueiro do Master, fato coberto por esta newsletter desde a edição de estreia. "Teria topado, sim, porque ele não tinha opção", disse o cacique do PL. A segunda é o tropeço narrativo. Flávio afirmou em 19 de maio, em coletiva coberta na #0021, que esteve na casa do banqueiro para "pôr ponto final" na história do filme. Valdemar contradisse na cara da imprensa nacional. Foi para "ver se conseguia o restante do dinheiro". A régua simétrica do canal aplicada aqui não muda. O presidente de partido que assume publicamente que aceitaria capital político ligado a réu preso preventivamente por suspeita de fraude bilionária e contradiz a versão pública do próprio pré-candidato no mesmo dia em que aparece em queda numa segunda pesquisa, coberta na #0024, está dizendo a parte que importa para o eleitor de 18 a 35 anos. O sistema que blindou Bolsonaro em 2022 escolheu seguir blindando o filho em 2026, mesmo depois de admitir, em rede aberta, que sabe do que se trata. (Correio Braziliense)

Federação PSDB e Cidadania reúne nesta terça a executiva conjunta para confirmar oficialmente a pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência, três dias depois do anúncio do Cidadania na sexta. A reunião desta terça é a continuação direta da decisão da Executiva Nacional do Cidadania de 22 de maio, coberta na edição #0024, com a deliberação final da federação que reúne PSDB, Cidadania e Solidariedade. O presidente da federação, Roberto Freire, conduziu a articulação nas últimas 72 horas, e os diretórios estaduais da Bahia e do Rio Grande do Sul já fecharam questão pelo nome. Aécio reassumiu a presidência nacional do PSDB em novembro de 2025 e articulava pré-candidatura ao Senado por Minas, e agora migra para a corrida nacional. A régua jurídica do canal aplicada na #0024 segue válida. A trajetória política do mineiro carrega episódios que dividem a opinião pública desde 2005 e ganharam um capítulo novo com a gravação de Joesley Batista em 2017, embora todas as ações tenham terminado sem condenação criminal. O ponto editorial novo de hoje é institucional. Quando uma federação que reúne três partidos históricos de centro decide, na sequência da queda de Flávio, que vale lançar candidato próprio em 2026, a corrida presidencial deixa de ser unicamente Lula contra o clã. O eleitor de 18 a 35 anos ganhou mais uma opção concreta entre maio e a urna de outubro. (JOTA)

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