Polícia Civil flagra PCC com fintech para gerir receitas de prefeituras e financiando candidatos em 2024. A Operação Contamination, deflagrada nesta segunda em São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Paraná, prendeu seis integrantes do Primeiro Comando da Capital ocupando cargos comissionados em prefeituras e estruturou uma fintech criada pela própria facção para administrar boletos, taxas e impostos municipais, segundo a delegacia de Mogi das Cruzes que conduz o inquérito. A apuração também aponta que o grupo atuou como banco eleitoral nas urnas de 2024, financiando candidaturas alinhadas. A Justiça bloqueou R$ 513,7 milhões em bens e ativos. Quem ainda fala em segurança pública só com a bandeira de tolerância zero precisa explicar como o PCC conseguiu ocupar a contabilidade de prefeitura inteira debaixo do nariz do governo do estado mais rico da federação. Não é mais infiltração nas bordas. É facção dentro da máquina pública, votando junto, gerindo orçamento e elegendo prefeito. (ND Mais)

Banner em congresso do PT defende volta de Maduro à Venezuela.
PT encerra 8º Congresso Nacional com banner pedindo o retorno de Nicolás Maduro à Venezuela. O encontro do partido fechou no domingo em Brasília com a aprovação do manifesto Brasil Justo e a faixa "Los Queremos de Vuelta" estampada no palco do ato de solidariedade internacional, organizado pela secretaria liderada pelo senador Humberto Costa. O cartaz pedia a volta de Maduro e da esposa, Cilia Flores, capturados em janeiro pelas forças armadas dos Estados Unidos. O PT classifica a operação como "sequestro" e quer julgamento na Venezuela. Existe um detalhe que a militância não consegue contornar. O partido que se vende como guardião da democracia abriu seu maior evento do ano pedindo a volta de um ditador chavista que destruiu eleições, fechou parlamento e encheu o exílio com adversários. Quem confunde antiamericanismo com defesa de instituições tem dificuldade especial de explicar essa contradição em ano de eleição. (CNN Brasil)
Associações de juízes e do Ministério Público pedem ao STF mais 30 dias para começar a cumprir o limite dos penduricalhos. As entidades protocolaram nesta segunda no Supremo o pedido de prazo adicional antes que a decisão de 25 de março, que limita penduricalhos a 35% do salário dos ministros, comece a valer. A própria decisão da Corte já validou pagamentos acima do teto constitucional, fixando uma remuneração básica de R$ 62,5 mil mensais e até R$ 78,8 mil no fim de carreira, somando o auxílio por tempo de serviço. Mesmo assim, a categoria quer mais tempo para se adaptar. A Constituição diz que o teto é um teto. O STF já passou a régua bem por cima dele em março, transformou o limite num intervalo confortável e a magistratura ainda assim pede um mês a mais para colocar a casa em ordem. Enquanto isso, o cidadão que paga IPTU em dia continua sem entender por que precisa custear o suplemento mensal de quem deveria zelar pelo cumprimento da própria lei que protege o teto. (Tribuna de Minas, com base em reportagem do Estadão)
Vorcaro corre para fechar delação até sexta enquanto ex-sócios contratam empresas de espionagem para encontrar patrimônio oculto em Cayman e Dubai. O caso Master, coberto desde a edição de estreia desta newsletter, ganhou nesta segunda dois capítulos ao mesmo tempo. O dono do Banco Master pretende entregar a proposta de colaboração à Polícia Federal e à PGR no início de maio, segundo a coluna Igor Gadelha do Metrópoles. No mesmo dia, o blog do Grupo Ceres revelou que ex-parceiros do banqueiro contrataram empresas privadas de espionagem para localizar imóveis de luxo, obras de arte e ativos em paraísos fiscais como as Ilhas Cayman, além de operações financeiras em Dubai supostamente registradas em nome de laranjas. A delação só funciona se Vorcaro entregar tudo. O detalhe é que parte do tudo já está sendo procurada por gente que conhece o esquema por dentro. Se a PGR aceitar os R$ 40 bilhões oferecidos pelo banqueiro sem amarrar o ressarcimento ao BRB e ao FGC, vai estar dando carta branca para alguém que ainda não disse onde escondeu o que é fraude e o que é dele. (Grupo Ceres, com base em reportagem do O Globo e do Metrópoles)
Câmara cria grupo de trabalho para acelerar PL da Misoginia enquanto projeto que prende estuprador continua parado no Senado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, designou nesta segunda a deputada Tabata Amaral para coordenar o GT do PL 896/03, que equipara a misoginia ao crime de racismo, com pena de dois a cinco anos de prisão e tipo penal inafiançável. O texto já passou pelo Senado e agora avança no plenário da Casa Baixa. Combate à violência contra a mulher é pauta urgente, e o Brasil precisa entregar resposta firme num país onde uma mulher é morta a cada oito horas. O incômodo é com a régua de prioridade. O projeto do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que torna a prisão preventiva obrigatória para crimes graves como estupro e tortura, segue engavetado no Senado por falta de apoio da base governista, segundo o próprio parlamentar afirmou nesta segunda. Para tipificar discurso, vai grupo de trabalho. Para tirar agressor da rua antes que ele reincida, vai espera. (Correio Braziliense)


