Doze anos após ser fundado numa reação à reeleição de Dilma, o Movimento Brasil Livre chega a 2026 transformado em partido: o Missão, nº 14, com Renan Santos como pré-candidato à Presidência e Kim Kataguiri como sua principal figura parlamentar. A trajetória do grupo, que nasceu em 1º de novembro de 2014 e virou protagonista do processo de impeachment de 2016, culmina agora numa aposta institucional que culmina nas urnas.
A história do MBL ajuda a explicar tanto a fragmentação da direita brasileira quanto os limites de converter ativismo digital e ruas em capital eleitoral próprio. Este artigo reconstrói, com datas e números verificados, a jornada do movimento: do impeachment à fundação, da trajetória eleitoral ao registro do Missão, passando pelos perfis de Kim Kataguiri e Renan Santos até o tabuleiro presidencial de 2026.
O cronograma preciso do impeachment de 2016
O processo que derrubou Dilma Rousseff durou 273 dias e teve marcos datados com precisão. A denúncia por crime de responsabilidade foi protocolada por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal em 15 de outubro de 2015. Em 2 de dezembro de 2015, o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acolheu o pedido, no mesmo dia em que o PT anunciou apoio à sua cassação no Conselho de Ética, num movimento amplamente lido como retaliação. Havia 37 pedidos protocolados; Cunha escolheu apenas o de Bicudo, Reale e Paschoal.
Após o STF anular, em 17 de dezembro de 2015, a primeira eleição da comissão especial, nova comissão foi montada em 17 de março de 2016, aprovando o relatório de Jovair Arantes em 11 de abril por 38 a 27. Em 17 de abril de 2016, às 23h07 de um domingo, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) deu o 342º voto, mínimo necessário, fechando o placar em 367 a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências. PT, PCdoB e PSOL votaram majoritariamente contra. A sessão, de 43 horas, foi a mais longa da história da Câmara até então.
No Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG) teve seu relatório aprovado em 6 de maio por 15 a 5. Em 12 de maio de 2016, o plenário autorizou a abertura por 55 votos a 22, afastando Dilma provisoriamente por até 180 dias; Michel Temer assumiu às 11h daquele dia. O julgamento final, presidido por Ricardo Lewandowski, ocorreu em 31 de agosto de 2016: Dilma foi condenada por crime de responsabilidade por 61 votos a 20, com 54 necessários. Em votação separada sobre a perda dos direitos políticos, o placar ficou em 42 a 36, insuficiente para a cassação, preservando sua elegibilidade.
A acusação formal se apoiava em duas pontas: as "pedaladas fiscais", que foram atrasos do Tesouro a Caixa, BNDES e BB para programas como Bolsa Família e Plano Safra, enquadrados pelo TCU como operação de crédito proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e seis decretos de crédito suplementar de 2015, estimados em cerca de R$ 95 bilhões, editados sem autorização do Congresso em desacordo com a meta fiscal. Peritos do Senado concluíram em 27 de junho de 2016 que não houve ato comissivo pessoal de Dilma nas pedaladas, e o MPF pediu arquivamento das investigações sobre o tema. A condenação final sustentou-se sobretudo nos decretos.
O pano de fundo econômico e político
Dilma havia sido reeleita em 26 de outubro de 2014 com 51,64% dos votos, na disputa mais apertada desde a redemocratização. O país mergulhou logo depois em recessão profunda, com déficit primário de R$ 114,9 bilhões em 2015 e aprovação do governo despencando de 42% para 23% entre fevereiro e maio, atingindo 71% de reprovação em agosto de 2015 segundo o Datafolha. A Lava Jato, deflagrada em março de 2014 pelo juiz Sergio Moro e pelo procurador Deltan Dallagnol, atingiu simultaneamente PT, PMDB, PP e PSDB, corroendo a base parlamentar do governo. O PMDB rompeu formalmente em março de 2016; o PP desembarcou em 12 de abril por 37 a 9. Quatro dias antes da votação na Câmara, vazou um áudio em que Michel Temer falava como se o impeachment já estivesse consumado.
O papel decisivo do MBL nas ruas
Três manifestações nacionais em 2015 e uma em 2016 redesenharam o jogo político. O MBL foi seu principal articulador de rua, ao lado do Vem Pra Rua e do Revoltados Online. O ato de 15 de março de 2015 reuniu cerca de 1,9 milhão de pessoas em 212 cidades segundo as PMs (o Datafolha estimou 210 mil só na Av. Paulista em São Paulo, a maior aglomeração política na cidade desde as Diretas Já de 1984). Seguiu-se o ato de 12 de abril, menor, com 700 mil segundo as PMs, e o de 16 de agosto, com entre 879 mil e 2 milhões conforme a fonte, que contou pela primeira vez com ostensiva presença de políticos como Aécio Neves, José Serra e Ronaldo Caiado.
O ato de 13 de março de 2016 tornou-se o maior protesto político da história do Brasil: 6,9 milhões em todos os estados segundo os organizadores e 3,6 milhões segundo as PMs. Entre essas mobilizações, Kim Kataguiri liderou, de 24 de abril a 27 de maio de 2015, a "Marcha pela Liberdade": uma caminhada de mais de mil quilômetros de São Paulo a Brasília, em 33 dias, para entregar pedido de impeachment no Congresso.
O MBL se diferenciou do Vem Pra Rua (fundado em setembro de 2014 com PSDB nas entranhas, na avaliação do próprio Renan Santos) e do Revoltados Online, de perfil mais radical. Sua marca foi a linguagem de startup, a produção intensiva para redes sociais e a figura do adolescente Kataguiri, listado em 2015 pela Time entre os 30 adolescentes mais influentes do mundo. Em 16 de abril de 2016, durante a votação do impeachment, Kim Kataguiri, Renan Santos e Rubinho Nunes entraram irregularmente no plenário da Câmara com crachás fornecidos pelos deputados Darcísio Perondi (PMDB) e Pauderney Avelino (DEM).
Fundação em 2014: anterior ao impeachment, movida pela reeleição de Dilma
O MBL foi fundado em 1º de novembro de 2014, seis dias depois da reeleição de Dilma. Isso significa que o movimento nasceu antes do processo de impeachment, que só tomaria forma um ano depois. O gatilho imediato foi a pichação da sede da Editora Abril por militantes de esquerda após a capa de Veja "Eles sabiam de tudo", sobre supostas ligações de Lula e Dilma com o esquema da Lava Jato revelado na delação de Alberto Youssef. O clima mais amplo era de insatisfação com a reeleição petista e temor de "venezuelização".
Os fundadores mais citados são Renan Santos, Kim Kataguiri, Fábio Ostermann, Rubens Nunes, Alexandre Santos, Gabriel Calamari, Frederico Rauh, Rafael Rizzo, Juliano Torres e Luiz Felipe França. Fernando Holiday só se integrou em janeiro de 2015; Arthur do Val entrou depois. A marca "Movimento Brasil Livre" havia sido criada em 2013 por Fábio Ostermann como trocadilho com o Movimento Passe Livre, mas só foi estruturada em 2014 sob o CNPJ do Movimento Renovação Liberal, associação da família de Renan Santos.
A gênese ideológica está no Estudantes pela Liberdade (EPL), filial brasileira do Students for Liberty, fundada em 2010 por Ostermann, Torres e Anthony Ling com treinamento e apoio financeiro da Atlas Network, fundação americana que articula uma rede global de think tanks liberais. O EPL recebeu cerca de R$ 300 mil em 2014-2015 dessa rede, mas não podia atuar na política partidária por restrições tributárias dos doadores estrangeiros. Daí a criação do MBL como veículo político paralelo.
Doze anos em fast-forward: dos vereadores ao partido
Após o auge de 2015-2016, o MBL construiu uma trajetória eleitoral modesta, com um pico em 2018, refluxo em 2022 e seu melhor resultado em 2024. Em 2016 elegeu 8 vereadores e 1 prefeito, com destaque para Fernando Holiday (DEM-SP, 48.055 votos), que se tornou o vereador mais jovem da história da capital paulista.
Na eleição de 2018, sob o antipetismo bolsonarista em alta, elegeu Kim Kataguiri deputado federal (DEM-SP, 465.310 votos) e Arthur do Val deputado estadual (DEM-SP, 478.280 votos), além de aliados em MT, PR e RJ. O MBL apoiou Bolsonaro apenas no segundo turno. Em 2020, Arthur do Val foi quarto colocado na corrida pela Prefeitura de São Paulo com 9,78% (522.210 votos); o movimento elegeu três vereadores na capital, com Holiday reeleito, Rubinho Nunes e Marlon Luz.
A ruptura com o bolsonarismo amadureceu entre 2019 e 2021. Começou com o caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro em janeiro de 2019, passou pelos ataques de Carlos Bolsonaro e consolidou-se quando o MBL defendeu lockdown e vacinação obrigatória na pandemia. Em 12 de setembro de 2021, o movimento organizou atos "Fora Bolsonaro" em 15 estados, com adesão de PCdoB, Ciro Gomes e parte da esquerda além de centrais sindicais não-petistas: uma inversão completa do repertório de 2015-2016.
O ano de 2022 foi de crise. Em março, áudios de Arthur do Val sobre mulheres ucranianas levaram à cassação de seu mandato pela Alesp em maio e a oito anos de inelegibilidade, enterrando os planos de lançá-lo ao governo paulista. O MBL declarou voto nulo no segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Resultado: apenas dois eleitos, Kataguiri reeleito pelo União Brasil com 295.460 votos e Guto Zacarias deputado estadual. Rubinho Nunes deixou o movimento em outubro por divergir do voto nulo.
Em 2024, o União Brasil impediu a candidatura de Kataguiri à Prefeitura de São Paulo, episódio que o próprio classificou como "sabotagem" do diretório municipal controlado pelo vereador Milton Leite. Apesar disso, o MBL teve seu melhor resultado histórico: 13 vereadores e uma vice-prefeita eleitos, com expansão para além do eixo SP-RJ, alcançando RN, BA, MG, PR e SC. A criação do partido próprio tornou-se inevitável.
O Partido Missão e seus números

Bandeiras do Partido Missão em ato político no Recife, Pernambuco, em 2026. Foto por Romerito Pontes.
O Missão foi aprovado pelo TSE em 4 de novembro de 2025, em decisão unânime sob relatoria do ministro André Mendonça, tornando-se a 30ª legenda registrada no Brasil e o primeiro novo partido desde 2019. O grupo entregou 577.999 assinaturas válidas, acima do mínimo de 547 mil (0,5% dos votos válidos à Câmara em 2022), coletadas presencialmente entre novembro de 2023 e junho de 2025. O número oficial é 14, herdado do extinto PTB; a mascote é uma onça; as cores são preto, branco e amarelo. O estatuto blinda Renan Santos como "presidente de honra vitalício" com voto permanente na Executiva.
A plataforma programática batizada de "Livro Amarelo", distribuída em seis fascículos físicos a assinantes com contribuição anual a partir de R$ 589, mescla liberalismo econômico ortodoxo (privatizações, reforma administrativa, responsabilidade fiscal) com agenda de segurança pública radicalizada: defesa aberta de prisão perpétua, abertura do debate sobre pena de morte, "desfavelização" e guerra ao crime organizado. Há ainda propostas de industrialização do Nordeste, reservas em Bitcoin, desenvolvimento de arma nuclear e transformação da cidade do Rio em "cidade-estado". É uma virada pragmática em relação ao liberalismo puro dos primeiros anos; o próprio Renan reconhece abertura a "desenvolvimentismo". Em abril de 2026, o partido já conta com mais de 18.000 filiados formais.

Deputado Kim Kataguiri, líder nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). Foto por Edilson Rodrigues/Agência Senado.
Kim Kataguiri nasceu em 28 de janeiro de 1996, em Salto (SP) e cresceu em Indaiatuba. Começou a militar em agosto de 2013, aos 17 anos, depois de postar vídeos críticos ao Bolsa Família que viralizaram após uma polêmica em aula de história. Tem formação técnica em processamento de dados pelo COTIL/UNICAMP e curso superior incompleto de Direito no IDP. Foi listado pela Time entre os 30 adolescentes mais influentes do mundo em 2015, apareceu no "30 Under 30" da Forbes e foi colunista do HuffPost Brasil e por cerca de um ano da Folha de S.Paulo.
Sua trajetória eleitoral é enxuta: eleito deputado federal pelo DEM-SP em 2018 com 465.310 votos e reeleito pelo União Brasil em 2022 com 295.460 votos (queda de 37% na votação). Em 2024, desistiu da disputa pela Prefeitura de São Paulo em coletiva de 1º de agosto, após marcar apenas 3% nas pesquisas Quaest, e acabou apoiando a reeleição de Ricardo Nunes (MDB). Sua migração partidária seguiu o roteiro DEM, Podemos (jan/2022, para apoiar Moro), União Brasil (mar/2022) e finalmente Partido Missão, com filiação oficializada em 19 de março de 2026. Kataguiri é o primeiro deputado federal da nova legenda.
Como parlamentar, foi coautor do Marco Legal das Startups (aprovado em fevereiro de 2021) e do Marco Legal dos Games, autor do PL 848/2020 (que estendeu validade de receitas de uso contínuo na pandemia), presidiu a Comissão de Educação da Câmara em 2022 e apresentou PEC para limitar a 70 anos a idade máxima de ministros de tribunais superiores. Em 2024, assinou com Pedro Paulo (PSD-RJ) e Julio Lopes (PP-RJ) uma PEC de ajuste fiscal estimada em R$ 1,1 trilhão de economia em dez anos. Votou a favor da Reforma da Previdência (2019) e da Reforma Tributária (2023). Rompeu com o governo Bolsonaro em múltiplas pautas, incluindo o manejo da pandemia e a nomeação de Augusto Aras, o que lhe custou a relatoria do Licenciamento Ambiental em represália de Arthur Lira. Foi cinco vezes listado entre os parlamentares mais influentes pelo DIAP.
A polêmica mais corrosiva de sua trajetória veio em fevereiro de 2022, no Flow Podcast, quando afirmou que "a Alemanha errou ao criminalizar o nazismo". Kataguiri diz ter se referido à criminalização de obras como Mein Kampf, não à ideologia. Em 2025, defendeu Constituinte para incluir prisão perpétua e pena de morte para faccionados e trocou farpas públicas com Nikolas Ferreira (PL-MG) após votar com o PSOL contra a PEC da Blindagem.
Renan Santos, o estrategista que vira candidato

Renan Santos em ato político em Recife, Pernambuco, em 2026. Foto por Romerito Pontes.
Renan Santos nasceu em 14 de fevereiro de 1984, em São Paulo. Cresceu na Mooca, cursou sem concluir a Faculdade de Direito da USP, foi filiado ao PSDB entre 2010 e 2015 e mantém uma banda de rock chamada Limão Rosa. Empresário de mídia desde 2014, é o arquiteto dos bastidores do MBL desde a fundação e foi o principal articulador das mobilizações de 2015-2016. É presidente nacional do Missão e, desde novembro de 2025, pré-candidato à Presidência: será sua primeira disputa eleitoral.
Sua estratégia para 2026 posiciona o Missão como "terceira força ideológica", opondo-se simultaneamente ao "centro-direita bolsonarista" (Flávio Bolsonaro e Tarcísio) e ao lulismo. Renan declarou em podcast que Flávio "tem de morrer", depois reinterpretado como "morte política", e o chama de "traíra" e "direita pró-corrupção". O vice ainda não está definido; o movimento busca preferencialmente um ex-policial para reforçar o discurso de segurança pública. Nas métricas digitais, Renan supera em muito sua posição nas pesquisas: registra cerca de 180 mil menções mensais e 11,19% do índice de menções no Brasil, atrás apenas de Lula (19,90%) e Flávio Bolsonaro (20,09%), com 210 mil seguidores e 5,2 milhões de curtidas no TikTok.
O tabuleiro de 2026 e os limites do Missão
O cenário presidencial é dominado pela polarização Lula-Flávio. Bolsonaro está inelegível até 2030 e foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Lula teve a reeleição confirmada em abril pelo presidente do PT, Edinho Silva. O PL escolheu Flávio Bolsonaro como candidato. Tarcísio de Freitas optou pela reeleição em SP. Ratinho Jr. desistiu da pré-candidatura em 23 de março de 2026. O PSD definiu Ronaldo Caiado (GO) derrotando Eduardo Leite internamente; o Novo lançou Romeu Zema (MG). Completam o quadro Aldo Rebelo (DC), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Samara Martins (UP) e Renan Santos (Missão).
As três pesquisas mais recentes apontam padrão convergente:
Instituto (data) | Lula | Flávio | Caiado | Zema | Renan Santos |
|---|---|---|---|---|---|
Datafolha (7-9/abr/2026) | 39% | 35% | 5% | 4% | 2% |
Quaest (9-13/abr/2026) | 37% | 32% | 6% | 3% | 2% |
AtlasIntel (18-23/mar/2026) | - | - | 3,7% | 3,1% | 4,4% |
No Quaest, Lula vence Renan por 44% a 24% em segundo turno simulado. O obstáculo mais concreto: 75% dos entrevistados dizem não conhecer o pré-candidato do Missão. O partido precisa ainda eleger ao menos cinco deputados federais para superar a cláusula de barreira e garantir Fundo Partidário, com apenas uma bancada formal (Kataguiri) e sem coligações presidenciais firmadas até abril de 2026.
O que a história do MBL revela sobre a direita brasileira
A trajetória do MBL sintetiza o paradoxo de uma direita não-bolsonarista que ajudou a construir o ambiente político que depois se virou contra ela. O movimento que ocupou as ruas contra Dilma em 2015-2016 foi o mesmo que pediu "Fora Bolsonaro" em 2021, e é esse grupo que agora tenta converter capital moral em votos com o Partido Missão.
Três realidades emergem dos números apurados. A capacidade do MBL de mobilizar foi maior no ativismo digital e de rua do que nas urnas: nunca elegeu mais de 14 candidatos em um único pleito e seu único parlamentar federal é Kim Kataguiri, cuja votação caiu 37% entre 2018 e 2022. A fragmentação da direita liberal fortalece, não enfraquece, Flávio Bolsonaro: Caiado, Zema e Renan somam menos de 13% nas pesquisas, enquanto Flávio sozinho oscila entre 32% e 35%. E o pragmatismo do Missão, com agenda de segurança pública dura e flertes com desenvolvimentismo, traduz a percepção interna de que o liberalismo puro dos primeiros anos não tem mercado eleitoral no Brasil.
Em 2026, o teste será saber se um partido sem tempo de TV substancial e com pré-candidato desconhecido por três a cada quatro eleitores consegue sobreviver institucionalmente. Por aqui, confiamos que o MBL e o Missão são, sem dúvida, a melhor escolha para as eleições de 2026.

