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Senado sabatina Jorge Messias nesta quarta com governo cravando 48 votos e oposição assumindo a derrota. A CCJ do Senado abre às 9h a sabatina do advogado-geral da União indicado por Lula em novembro para a vaga deixada por Roberto Barroso. O líder do governo Jaques Wagner trabalha com 48 votos garantidos, número confortável diante dos 41 necessários no plenário. Flávio Bolsonaro reuniu a oposição na terça e orientou voto de consciência, ciente de que o escrutínio secreto não impede o resultado. Bastidor que importa: o entorno do Planalto admite ter sacrificado o veto à dosimetria, que vai cair amanhã na sessão conjunta, justamente para garantir a entrega de Messias hoje. Esta é a terceira indicação de Lula nesta passagem, depois de Cristiano Zanin e Flávio Dino, e Messias pode ficar na corte até 2055 porque tem 45 anos. Não existe no mundo democrático uma Suprema Corte que concentre tanto poder quanto a brasileira e cujas vagas sejam negociadas como moeda de troca entre Palácio e Senado. Quem quer falar a sério em reforma do Judiciário em 2026 começa exatamente aqui. Trocar o nome do indicado é cosmética. Trocar o método é política. (Senado Federal)

Receita, PF e MPF flagram esquema de R$ 86 bilhões no Porto do Rio com 25 servidores afastados. A Operação Mare Liberum deflagrada nesta terça cumpriu 45 mandados no Rio e em Vitória, tirou de circulação 17 auditores fiscais e oito analistas tributários da Receita Federal e bloqueou bens de nove despachantes. A apuração identificou quase 17 mil declarações de importação contaminadas por irregularidades, totalizando aproximadamente R$ 86,6 bilhões em mercadorias movimentadas entre julho de 2021 e março de 2026, segundo a própria Receita uma das maiores operações de combate à corrupção aduaneira da história recente do país. Cargas selecionadas para os canais de maior rigor, vermelho e cinza, eram desviadas mediante pagamento sistemático de propina, com valores na casa das dezenas de milhões de reais. Nada disso é descoberta nova. É confirmação documental do que qualquer importador honesto já sabia há anos. Enquanto o Congresso vota dosimetria, fim da 6x1 e penduricalho, dezenas de bilhões em mercadorias passavam ao lado da fiscalização porque o servidor da Receita tinha tabela de preço. Eis o porto que o Brasil escolheu manter. (Agência Brasil)

Esposa e filhos de Moraes acionam Justiça paulista contra senador Alessandro Vieira por danos morais ligados ao caso Master. Viviane Barci de Moraes e os filhos Giuliana e Alexandre ingressaram nesta terça com ação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por declaração concedida ao SBT News em 15 de março, na qual o relator da CPI do Crime Organizado citou "circulação de recursos" entre o Banco Master e o escritório da família do ministro. A petição classifica a fala como difamatória e pede indenização. A empresa de Daniel Vorcaro declarou ter pago R$ 80,2 milhões ao escritório de Viviane em dois anos, segundo documentos da Receita Federal. Vieira nega ter associado diretamente o escritório ao PCC, classifica a ação como tentativa de intimidação e lembra que sua atribuição como relator da CPI era exatamente discutir o trajeto desse dinheiro. O resumo é mais áspero do que a peça processual. Senador eleito, no exercício da função para a qual foi escolhido, vira alvo de ação por mencionar valor que o próprio banco confessou ter pago. Não é defesa de honra. É aviso de que cobrar publicamente fato público de ministro do Supremo tem preço. E quem manda o boleto é o próprio escritório envolvido na conta. (Gazeta do Povo)

Ex-presidente do BRB entra na corrida da delação e vira concorrente direto de Vorcaro e Zettel no STF. O caso Master, coberto desde a edição de estreia desta newsletter e em todos os volumes desta semana, ganhou nesta terça desdobramento decisivo. A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso em 16 de abril na Operação Compliance Zero, protocolou pedido formal de colaboração premiada ao ministro relator André Mendonça e solicitou transferência da Papuda para sala de Estado-Maior, alegando necessidade de sigilo absoluto. Costa, que é oficial da reserva das Forças Armadas, agora disputa com Daniel Vorcaro e com o empresário e pastor Fabiano Zettel a entrega das informações mais úteis à PF. A regra do jogo é simples: quem entrega primeiro o que mais incrimina autoridade paga menos. A demora de Vorcaro tem irritado investigadores há mais de um mês, mesmo depois da transferência para a sede da PF em 19 de março. A expectativa é que a proposta saia até o fim de semana. O ponto editorial: quem coloca R$ 40 bilhões na mesa e gasta mais um mês para entregar o conteúdo está usando o tempo para fazer cálculo. Cabe à PGR decidir se quer a informação ou se vai assinar mais um arranjo de elite com chancela judicial. (O Tempo)

PF aborda morador em Presidente Prudente e exige retirada de faixa com a palavra "ladrão" em janela particular. Vídeo divulgado nesta terça mostra agentes da Polícia Federal abordando um morador de prédio em Presidente Prudente porque uma faixa com a palavra "ladrão" estava pendurada na janela do apartamento, próximo ao local de evento que contaria com Lula nesta segunda. "Quando nossos superiores vierem no dia do evento, eles virão com mais rigor porque você já foi alertado", afirma o agente na gravação. A PF confirmou em nota que apurava possível "crime contra a honra" do presidente. A faixa não trazia o nome de Lula. Estava no espaço privado do cidadão. Pelo levantamento da Folha publicado em dezembro, o governo abriu pelo menos 57 inquéritos por ofensas à honra do presidente desde 2023, mirando desde gritos na rua até montagens com Zé Pilintra e até uma rede de wi-fi batizada de "Lula Ladrão". O governo Bolsonaro, nos quatro anos, somou 16 pedidos do tipo. O atual já está em 57 em três anos. Pode chamar isso de proteção institucional. Pode chamar de censura. As duas palavras significam a mesma coisa nas mãos do mesmo Ministério da Justiça que afastou delegado por prender foragido nos Estados Unidos. O brasileiro pode pendurar a faixa que quiser na própria janela. Quem não pode é o Estado decidir o que é ofensa antes do juiz. (Gazeta do Povo)

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