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Moraes trava a Lei da Dosimetria 24 horas depois da promulgação e PL anuncia ofensiva no Congresso a partir desta segunda. O ministro do STF suspendeu no sábado a aplicação da Lei 15.402/2026 em pedidos relacionados aos atos de 8 de janeiro, com base em ADIs ajuizadas na sexta pela Associação Brasileira de Imprensa e pela federação PSOL-Rede, e abriu prazo de cinco dias para o Congresso e a Presidência se manifestarem. O PL planeja a partir de hoje pressionar Hugo Motta a pautar a PEC 8 de 2021, que limita decisões monocráticas, e cobrar de Davi Alcolumbre o impeachment do ministro e a votação de uma anistia ampla. O canal mantém a régua das edições #0005 e #0009. Aprovação de redução de pena a toque de caixa para acomodar uma figura específica é uma encenação política. Canetada monocrática de ministro do STF para suspender lei aprovada por 318 deputados e 49 senadores é outra encenação política. As duas pontas estão usando a Constituição como tabuleiro de palanque, e quem fica de fora dos dois polos não tem por que defender nem o ato de Moraes nem o atropelamento do Congresso. O caminho honesto é o plenário decidir o mérito das ADIs com critério jurídico, não no relógio da próxima eleição. (Poder360)

Defesa de Bolsonaro entrega pedido de revisão criminal a Fachin e tenta empurrar a relatoria para a Segunda Turma do STF. Em documento de 90 páginas protocolado nesta sexta, os advogados Marcelo Bessa e Thiago Fleury pedem ao presidente do STF a anulação da condenação de 27 anos e 3 meses imposta pela Primeira Turma em setembro de 2025 e solicitam que o novo relator seja sorteado apenas entre os ministros da Segunda Turma, justamente o colegiado onde estão André Mendonça e Nunes Marques, os dois ministros indicados pelo próprio Bolsonaro à Corte. O recurso alega "erro judiciário", incompetência da Primeira Turma para julgar ex-presidente e pede também a anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid sob argumento de coação. A engenharia está clara. A defesa não está discutindo prova nova, está disputando o lugar onde a próxima decisão vai ser tomada, e o lugar de preferência é a turma onde os indicados do próprio condenado podem influir no resultado. O Supremo já rejeitou recursos parecidos no plenário virtual por ausência de fato novo. Cabe agora ao tribunal definir se aceita transformar a revisão criminal em manobra de redistribuição de causa, ou se mantém a régua que aplica a qualquer outro condenado no Brasil. (Gazeta do Povo)

Close do rosto de uma mulher sorrindo, cercada e levemente coberta por dezenas de frascos coloridos de detergente da marca Ypê, criando um efeito de "mergulho" entre as garrafas.

Anvisa mantém alerta sobre lotes da Ypê contaminados por Pseudomonas aeruginosa e bolsonarismo converte detergente em ato de fé política. A agência sanitária determinou em 7 de maio o recolhimento e a suspensão de lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Química Amparo com lote final 1, depois que inspeção entre 27 e 30 de abril detectou falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação previstas na RDC 47 de 2013, com histórico de contaminação microbiológica já registrado pela própria empresa em novembro de 2025. A medida atinge produtos da família Beira, controladora da Química Amparo, que doou cerca de R$ 1 milhão para a campanha de reeleição de Bolsonaro em 2022 e foi condenada pela Justiça do Trabalho por assédio eleitoral. A partir daí, a militância bolsonarista, com participação de Michelle Bolsonaro, do vice-prefeito de São Paulo Ricardo Mello Araújo (PL), do ator Júlio Rocha e da cantora Jojo Todynho, transformou alerta sanitário em palanque, postando vídeos de uso ostensivo dos produtos investigados em "protesto" contra suposta perseguição do governo Lula. A Pseudomonas aeruginosa é bactéria oportunista que pode causar infecção grave em pessoas imunossuprimidas, em pacientes oncológicos, em quem tem ferida aberta e em bebês. Não há registro de empresa similar perseguida por motivação política, e doação privada de 2022 não basta como prova de retaliação institucional. O recado é o de sempre. Quando vacina, máscara e oxigênio viraram embate ideológico na pandemia, sobrou hospital cheio. Agora a bandeira é detergente, e quem paga a conta não é Michelle Bolsonaro nem Jojo Todynho. É a pessoa imunodeprimida que pega o produto na prateleira porque viu o influenciador dizendo que é "lacração" da Anvisa. (ND Mais, com informações do Metrópoles)

Flávio Bolsonaro fala em mandato de até oito anos, garante que será "presidente de fato" e oferece cargo a Jair Bolsonaro caso seja eleito. Em entrevista à CNN Brasil divulgada na sexta e em evento em Florianópolis no sábado, o pré-candidato do PL declarou que pretende governar quatro, cinco ou oito anos, recuando da promessa anterior de um único mandato, prometeu anistia ampla, geral e irrestrita ao pai logo na cerimônia de posse e disse que Jair Bolsonaro terá liberdade para exercer qualquer cargo no governo, da articulação política à pasta ministerial. Em Santa Catarina, ainda apresentou Carlos Bolsonaro, ex-vereador, e Caroline de Toni como nomes do PL ao Senado pelo estado. O conjunto sintetiza o projeto em construção. Mandato esticado para abrir espaço a reeleição, anistia como prioridade número um do dia da posse, cargo ao pai como elemento óbvio do governo e árvore genealógica preenchendo a "seleção" do partido. O eleitor que se vendia como cansado do PT e da família que ocupou o Planalto em 13 dos últimos 23 anos está sendo convidado agora a aplaudir outra família, com plano de oito anos, anistia pelo balcão e cargo garantido para o patriarca. Não é alternativa. É o mesmo método com outras cores. (Exame)

Bahia captura na Bolívia um dos líderes de facção interestadual em operação integrada com PF, Ficco e força antinarcóticos boliviana. A Operação Artemis, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública do estado em conjunto com a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico boliviana, prendeu na madrugada de domingo o suspeito apontado como responsável pelo envio de drogas e armas para Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, junto com a esposa, ambos com mandado de prisão em aberto. O processo de extradição já foi acionado via Interpol. O canal mantém a régua das edições #0004 e #0013. Inteligência integrada entre forças brasileiras e parceiros estrangeiros é o que de fato move estatística contra facção. O contraste com a janela política do mesmo fim de semana, em que Congresso e STF estão presos numa disputa de canetada sobre a dosimetria do 8 de janeiro, escancara o problema. A polícia faz com cooperação técnica o que o Legislativo não faz com voto. Em ano eleitoral, vale anotar a régua. Quem fala a sério em segurança pública começa por reforçar este tipo de operação, e não por discurso de palanque. (Acorda Cidade, com base em release da SSP-BA)

Renan Santos lidera o crescimento no TikTok entre os pré-candidatos à Presidência em abril, com alta de 44,7% em seguidores na plataforma. Levantamento da consultoria Bites monitorou os perfis de Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo nas cinco principais redes sociais durante abril de 2026, e o presidente do Missão registrou alta percentual de 36,9% no conjunto das plataformas, somando 470 mil novos seguidores no mês. Zema (Novo) ficou em segundo no crescimento proporcional, com 32,1%. Flávio Bolsonaro avançou 3,1%, e Lula, 0,7%. A pesquisa Meio-Ideia da semana passada coloca Renan Santos em 1,5% das intenções de voto, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, que aparecem em empate técnico no primeiro e no segundo turno. O ponto editorial é só um. Os dois polos que dominam a corrida hoje, Lula e Flávio Bolsonaro, são responsáveis combinados pela hemorragia institucional registrada nesta semana, da operação contra o presidente do PP à canetada que travou a dosimetria. O eleitor de 18 a 35 anos, exatamente o segmento que mais migra para o digital e onde Renan Santos cresce mais rápido, é o que tem menos paciência com o roteiro reciclado das duas famílias. Resta saber se a curva da rede social vira voto na urna, ou se 2026 vai reproduzir 2022. (Poder360)

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