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PF deflagra Operação Castratio contra deputado do PSDB-RJ, inquérito do Master avança sem precisar da delação, Lula sanciona endurecimento mas tira o RDD da lei e Motta promete defender a dosimetria no Supremo.

Operação Castratio mira deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) por suposta fraude de R$ 200 milhões em contratos de castração animal. A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal e a outros 11 investigados, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O parlamentar foi abordado no Aeroporto Santos Dumont quando embarcaria para Brasília e teve o celular apreendido. A apuração trata do direcionamento de licitações para castração e esterilização de animais, que teriam favorecido ilegalmente a empresa Consuvet, criada poucos meses antes de assinar o primeiro contrato com a Secretaria de Agricultura do Rio quando Queiroz comandava a pasta. A régua editorial deste canal vale para todo mundo. Por dois meses esta newsletter cobriu o Centrão no caso Master, o PT na corrida pela ADI da dosimetria, o PL na escala da PEC da anistia, e agora a Polícia Federal mira um tucano que construiu mandato com a bandeira da causa animal. Operação policial em curso autoriza tratar a investigação como fato. Não autoriza chamar ninguém de "ladrão" antes do contraditório. O que o eleitor de 18 a 35 anos precisa é exatamente disso, instituição que apura sem distinguir camiseta partidária, e o método de quem aceita o microfone para se defender em vez de chamar a operação de perseguição política antes mesmo da defesa pericial dos celulares apreendidos. (Agência Brasil)

O efeito Renan Santos: o presidenciável que cresce de carro enquanto os rivais copiam o discurso. Análise publicada pelo canal ontem mostra o que a pesquisa Bites confirmou em maio. Renan Santos foi o pré-candidato que mais cresceu no TikTok em abril de 2026, com alta de 44,7% em seguidores, e no agregado das cinco principais redes somou 470 mil novos seguidores, crescimento de 36,9% num mês. Zema avançou 32,1%, Flávio Bolsonaro avançou 3,1%, Lula avançou 0,7%. No recorte AtlasIntel da Geração Z, eleitores de 16 a 24 anos, Renan aparece em segundo lugar com 18,6% das intenções de voto, à frente de Flávio Bolsonaro (16,4%), Ratinho Junior (13,1%) e Tarcísio (8%). Na segunda-feira, dia 11 de maio, Flávio Bolsonaro publicou peça de pré-campanha repetindo que "o Brasil não aguenta mais conviver com o crime organizado", quase um decalque do discurso que Renan vem fazendo há mais de seis meses do interior de Pernambuco ao Oeste catarinense. Quando o adversário com fundo partidário e máquina pronta para de atacar e começa a copiar o vocabulário, aconteceu uma coisa concreta. A maior validação política que existe vem do plagiador, não do aliado. (Paciência Tem Limite!)

Polícia Federal pode encerrar inquérito do caso Master sem precisar da delação de Daniel Vorcaro. Fontes ligadas à investigação informaram nesta semana que as novas provas reunidas após a quinta fase da Operação Compliance Zero permitiram à corporação mapear o esquema sem dependência do acordo do banqueiro. Materiais apreendidos, celulares, computadores, registros financeiros e mensagens interceptadas formaram, segundo a apuração da PF e da PGR, conjunto robusto o suficiente para sustentar a denúncia. A defesa de Vorcaro vinha tentando "colaboração seletiva", preservando determinados nomes envolvidos no esquema, segundo avaliação interna da PF reproduzida por Correio Braziliense e Metrópoles. Daniel Vorcaro segue preso preventivamente desde março. O ponto que esta newsletter vem registrando desde a edição de estreia. O caso Master é a fotografia mais nítida que o Brasil ganhou nos últimos quinze anos de como o Centrão se aparelhou ao redor de banco médio com mesada para autoridade, e a delação seletiva era exatamente a porta de saída pela qual o sistema esperava fugir. Se a PF e a PGR fecharem o inquérito com prova documental robusta, sem entregar redução de pena para quem tentou preservar amigos, o Brasil ganha uma régua nova. Investigação técnica vence acordo de cavalheiros. (Terra Brasil Notícias)

Lula sanciona Lei 15.407/26 endurecendo pena por morte de policial mas veta a obrigatoriedade do regime disciplinar diferenciado. A norma publicada no Diário Oficial nesta terça-feira determina que presos provisórios ou condenados por homicídio ou tentativa de homicídio contra policiais, militares das Forças Armadas e integrantes do sistema prisional sejam mantidos preferencialmente em estabelecimentos penais federais de segurança máxima. O texto também permite, em tese, a inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado, com cela individual, visitas restritas e fiscalização de correspondência. Aqui mora o problema. Lula vetou justamente os dispositivos que tornavam obrigatória a inclusão no RDD desses presos e os que proibiam progressão de regime e liberdade condicional para quem está no regime diferenciado. A justificativa presidencial alega "afronta à proporcionalidade e à individualização da pena". O canal já registrou isso na edição #0010, quando Lula sancionou a Lei 15.397/2026 vetando o trecho mais duro sobre roubo com lesão grave. O padrão se repete. O governo aceita assinar a foto da sanção, vende segurança pública no microfone no mesmo dia em que lança o programa Brasil Contra o Crime Organizado, e usa a caneta privada do veto para esvaziar exatamente os dispositivos que o eleitor de bairro com facção esperava ver em vigor. (Rota Jurídica)

Hugo Motta confirma que a Câmara defenderá no STF a aplicação da Lei da Dosimetria suspensa por Alexandre de Moraes. Em entrevista ao programa TMC 360 nesta terça-feira, o presidente da Câmara afirmou que vai se manifestar nos autos das ADIs 7.966 e 7.967 a favor da norma promulgada por Davi Alcolumbre em 8 de maio, derrubada por liminar monocrática do ministro Alexandre de Moraes no dia seguinte. Motta disse confiar que o plenário do STF "irá dar aplicabilidade" à lei, lembrou que o veto presidencial foi derrubado por 318 a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado, e classificou a dosimetria como "caminho aprovado por ampla maioria". A leitura sóbria de quem está fora dos dois polos. Esta newsletter já registrou na edição #0015 a contradição editorial óbvia. Não dá para criticar a canetada monocrática de Moraes em sábado de promulgação e ao mesmo tempo defender uma anistia disfarçada de dosimetria que reduz em sete anos a pena de Bolsonaro condenado pelo 8 de janeiro. O Supremo precisa, sim, ser cobrado por decisão de gabinete em matéria aprovada por dois terços do Congresso. E o Congresso precisa, igualmente, parar de tratar redução de pena para condenados por golpe como mero ajuste técnico. Foram exatamente os dois polos da polarização que entregaram esta crise pronta. O cidadão fora do palanque é quem paga a conta institucional. (Poder360)

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