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Brasil arranca credenciais de agente americano em crise diplomática por causa de foragido do STF. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, retirou ontem as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava em Brasília, em retaliação à expulsão do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que havia ajudado a prender o ex-deputado Alexandre Ramagem em Orlando. Ramagem, condenado pelo STF a 16 anos por atuar no núcleo central da trama golpista, fugiu do país e hoje pede asilo a uma administração Trump que o soltou em 48 horas e classificou a ação brasileira como "perseguição política". Na sequência, Lula fez vídeo com Andrei e o ministro da Justiça para declarar: "o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles". Dos dois lados, ninguém está interessado em resolver nada. Trump vira escudo de foragido para agradar a base bolsonarista. O Planalto transforma o revide em peça de campanha e emenda o anúncio da contratação de mil novos agentes. A soberania vira fantasia de palanque e o contribuinte paga o figurino. (Agência Brasil)

Ex-presidente do BRB troca de defesa e abre caminho para delação no caso Banco Master. O caso do Master, coberto na edição anterior desta newsletter, ganhou ontem seu desdobramento mais denso. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso em 16 de abril sob suspeita de ter recebido R$ 146,5 milhões em imóveis de luxo, demitiu o advogado Cléber Lopes e contratou Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff e defensor de Lula em 2018 e 2022, ao lado de Davi Tangerino, que assinou a delação dos executivos da Americanas. O recado é óbvio. Lopes também defende o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, que já cobrava por WhatsApp um "desfecho" para a compra do Master pelo BRB. Trocar Lopes por uma dupla com currículo em colaboração premiada é declarar que o ex-presidente do banco público está disposto a abrir o jogo e levar junto quem precisar ser levado. O sistema só começa a funcionar quando uma rachadura aparece entre os próprios cúmplices. Resta ver se a PGR vai aceitar o acordo ou se vai enterrar mais esse. (Poder360)

STM abre processo que pode tirar a patente de Bolsonaro e de quatro generais condenados pelo STF. O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar, acolheu ontem pedido formulado pelo próprio ex-presidente e determinou que o Exército envie ao tribunal todo o prontuário funcional de Bolsonaro entre 1971 e 1988, histórico disciplinar completo, elogios e condecorações. Os documentos vão subsidiar o julgamento que decide se Bolsonaro, capitão da reserva condenado a 27 anos e 3 meses na ação penal da trama golpista, será expulso da corporação. Na mesma lista estão os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier, todos condenados pelo Supremo. A Constituição é direta. Oficial condenado a mais de dois anos por crime comum pode perder o oficialato. Não há vitimização que segure. Querer continuar ostentando patente militar depois de ter sido condenado por conspirar contra a ordem democrática é a definição exata do descaramento que faz muita gente deste país perder a paciência. (Agência Brasil)

Senado confirma sabatina de Jorge Messias ao STF para 29 de abril e Lula prepara mais uma cadeira no Supremo. A CCJ do Senado bateu o martelo ontem: o advogado-geral da União será sabatinado na quarta-feira da semana que vem. O relator Weverton (PDT-MA) já anunciou parecer favorável, e Messias passou os últimos meses em visitas de cortesia aos senadores, conforme o rito padrão da indicação política ao Supremo. Com 41 votos garantidos, o governo entrega mais um aliado a uma corte que decide questões centrais do país por canetadas individuais, afasta governadores, retira presidentes de Assembleia e manda abrir inquérito por tuíte. O problema não é Messias pessoalmente. O problema é estrutural. Não existe no mundo desenvolvido uma Suprema Corte que concentre tanto poder quanto o STF brasileiro, e cujas vagas sejam negociadas como moeda de troca entre o Palácio e o Senado. Quem quer falar a sério sobre reforma institucional em 2026 precisa botar a escolha dos ministros do Supremo na agenda antes de qualquer outra coisa. (Senado Federal)

Mendonça autoriza banqueiro preso por fraudes bilionárias a fazer exames em hospital particular de luxo. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso desde março na superintendência da PF em Brasília, recebeu ontem autorização do ministro André Mendonça, do STF, para deixar a cela e fazer exames no Hospital DF Star. A defesa alegou que o empresário passou mal e relatou sangue na urina. Escoltado por agentes federais, o banqueiro sai do confinamento para uma unidade premium da capital. Não há motivo para deixar ninguém sem atendimento médico. Mas vale registrar o padrão. Banqueiro envolvido em fraude bilionária que consumiu um banco público inteiro tem acesso imediato ao Supremo e ao melhor hospital privado de Brasília. O brasileiro comum preso em flagrante fica meses dormindo no chão de uma carceragem sem acesso a um médico de posto. A lei é a mesma. O que muda é o CEP e o saldo bancário. (UOL Notícias)

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